Warning: include(includes/menu.inc) [function.include]: failed to open stream: No such file or directory in /home/dedevargas/public_html/cv_012.php on line 63
Warning: include(includes/menu.inc) [function.include]: failed to open stream: No such file or directory in /home/dedevargas/public_html/cv_012.php on line 63
Warning: include() [function.include]: Failed opening 'includes/menu.inc' for inclusion (include_path='.:/usr/share/pear') in /home/dedevargas/public_html/cv_012.php on line 63
|
|
Dedé em Florença!
Veneza ficou para trás. Já sabia muito bem o que nos esperava:
Florença. Havia lido o essencial sobre a cidade, o resto ficaria a
cargo dela própria me surpreender. Ainda me sentia muito fraco devido
aos acontecimentos passados, mas já não sofria da síndrome de
"turistas vorazes que tem de conhecer tudo". O plano era ficar uma
noite em Florença; assim, teríamos quase 2 dias para conhecê-la. A
beleza da cidade já podia ser medida através do seu hostel (albergue).
De cara o melhor que nos hospedamos. Uma imensa casa encravada no
alto de um morro, onde para chegar até lá era preciso subir por uma
estrada rodeada de árvores. Parecia mais um Spa pelo seu encanto e
acomodações, o que compensava a sua localização um pouco afastada do
centro da cidade. E o preço melhor ainda, 18 euros.
Bem, mas o que teria de tão encantadora esta cidade para ser
considerada uma das mais procuradas pelos turistas de todo o mundo? A
sua própria cidade. Florença é na verdade um grande museu a céu
aberto. Sua arquitetura é o próprio retrato de uma das mais brilhantes
fases da genialidade humana que o mundo já viu. É inevitável não
comentar sobre o berço do renascimento. E como ficar indiferente
diante das obras de Michelangelo e Leonardo da Vinci? Assim é
Florença, que reuniu em um mesmo período estes e outros tantos gênios
como Dante, Maquiavel e Galileu. Dizem que a cidade abriga 40% de
todas as grandes obras de arte da Itália. Bem, como ia ser impossível
conhecer e visitar todos estes recantos o melhor era "sentir" e
"imaginar" a cidade. Mais uma vez a melhor maneira era caminhar.
Mapa nas mãos, lá vamos nós. Primeira parada, o cartão postal de
Florença: A Catedral Santa Maria del Fiori, na praça del Duomo.
Com sua fachada com imensos blocos de mármore nas cores verde e
rosa (e não é a sede da mangueira não) a Catedral impressiona.
A primeira vista se pensa tratar de diferentes pinturas, mas ao chegar
próximo se tem a certeza de que é mármore mesmo. É a 4 (quarta)
maior catedral existente. Aqui um a parte. Só para variar, a minha
primeira impressão da cidade não foi das melhores. Até encontrar a
Praça, rodamos um pouco pelas ruas de Florença e acabei entrando
em uma rua cheia de camelôs. E pasmem, quase todos eram brasileiros!
Pedia informação em inglês e eles me respondiam em português.
Depois parava e escutava a conversa entre eles e realmente falavam
português. Pensei "para ver isto não precisaria vir até aqui, no
Brasil está cheio".
Voltando à atmosfera do Renascimento, Florença é conhecida também
como a cidade da família Médici e a capital da linda região da Toscana.
Desde que coloquei os pés em Florença tive constantes "Flashbacks"
do filme "Sob o sol de Toscana". Na época em que vi o filme, havia
prometido para mim mesmo que um dia conheceria esta região e isto
já não era mais um sonho, eu realmente havia chegado lá.
Seguimos andando pelas estreitas ruas da cidade, de traçado clássico
romano. Tudo em meio a muitas bicicletas, lambretas e gente. Bastava
olhar para cima e ver "sentir" um pouco da história em cada prédio.
Em poucos minutos estávamos na "Piazza della Signora". Se a Catedral
é o cartão postal, esta praça é o coração da cidade. Um imenso largo
rodeado de bares e obras de arte espalhados por todo o canto. É
ali que está localizado o Palácio Vecchio, antiga casa dos Médices
e hoje atual casa do governo de Florença. Era hora de parar, sentar,
tomar um belo café e ficar só de bobeira e foi exatamente isto que
fizemos. Era como se fosse uma tentativa de "renascer" ali no meio
daquela cidade com tantas histórias.
É em Florença que esta guardada uma das obras primas de
Miguelangelo: David. Aliás, uma das coisas que mais impressionam da
época do Renascimento, era que a maioria dos artistas como
Leonardo da Vinci, não eram apenas pintores ou escultores. Da Vinci
era também engenheiro, arquiteto, inventor, cientista e uma porrada
de outras coisas mais. Só que neste caso não cabe aquela frase
clássica "sabe de tudo um pouco e quase tudo mal". Não. O cara era
bom em tudo o que fazia! Sua criatividade não tinha limites,
tanto que em pleno século XV já esboçava rascunhos de modelos de
helicópteros e pára-quedas! Realmente é de tirar o chapéu para o
autor da "MonaLisa" (exposto no Louvre) e "A última Ceia" (exposto em
Milão – infelizmente tivemos de cortar Milão desta viagem).
Assim como a "Monalisa" de Da Vinci – algo como um "retrato de
sua face feminina", (aliás, a maioria dos grande artistas da história
- assim como os contemporâneos – eram gays).
A obra "David" impressiona em todos os sentidos e confesso que
realmente dá um pouco de lástima daquele moço. Como um cara com
aquele corpão, aquela mão enorme pode ter um pinto tão pequeno?
Coitado. É de causar complexo em qualquer um. Porém, resolvi ser
solidário com o rapaz. Depois de ter mais um daqueles inesperados
ataques de Diarréia, deixei minha cueca ali por perto, quem sabe
ele não fica com vergonha e cobre aquela coisa miníscula com a minha
cueca. Ora, francamente Miguelangelo, não poderia dar um pouco mais
de "volume" ao pacote do rapaz?
Comentários e bobagens a parte, era hora de ser apresentado ao
Rio Arno e a Famosa Ponte "Vecchio". A única ponte que sobreviveu a
2ª Guerra Mundial. Hoje, ali é ponto de reunião de artistas de rua,
além de pequenas lojinhas. Aqui outra curiosidade, as atuais lojas
– de fachadas bem estranhas - antigamente eram os açougues da cidade.
E as "Mentiras da Arte"? Ah, as mentiras da arte são muitas. Mas
quem se importa com isso? De todas as mentiras estas são as melhores.
Era o momento de mais uma parada. Desta vez para apreciar - desde
a ponte Vecchio – o pôr do sol no rio Arno. Era o momento de
lembrar que estava em uma cidade que literalmente "Floresceu",
tornando-se um dos maiores expoentes de arte da humanidade. Uma cidade
que reuniu em uma mesma época genialidades da arte que são e
serão referências para sempre. É verdade - também aqui em
Florença - o sol nasce e se põe para todos, disto não há dúvidas,
mas há pessoas realmente iluminadas e seu brilho será eterno.
Abraços... Dedé Vargas.
|
[ Clique nas imagens para visualizá-las ampliadas ]
|
|
|
|
|
Catedral
|
|
No trem
|
|
|
|
|
|
Junto aos camelôs brasileiros
|
|
Ponte Vecchio
|
|
|
|
|
|
Praça della Signora
|
|
Palácio Vecchio
|
|
|
|
|
|
Olha o tamanho do pinto do David
|
|
Netuno
|
|
|
|
|
|
Obras de arte na Praça della Signora
|
|
Pôr do sol
|
|
|
|
|
|
Lojas na ponte Vecchio
|
|
Músicos de rua
|
|
|
|
|
|
Ruas de Florença
|
|
No café da praça
|
|
|
|
|
|
No albergue
|
|
Ruas de Florença
|
|
|
|
|
|
Praça
|
|
Catedral
|
|
|
|
|
|
Dormindo na estação de trem
|
|
Hora de partir
|
|
|