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Crônicas de viagens

Dedé em Viña del Mar e Valparaiso...


Esta não seria a primeira vez em que iria tocar as águas gélidas do Oceano Pacífico. Já havia estado em Valparaíso e em Viña no ano de 2006. Na ocasião, havia ido visitar meu querido amigo (chileno) Rodrigo de Santiago. Havia ficado uns 10 dias por lá e minha visita as cidades supracitadas se restringiram a apenas uma excursão de um dia. Desta vez foi diferente. Passei quatro dias e três noites na praia de Viña, o que me animou a contar um pouco desta maluca e intensa história para vocês.

Tudo começou em uma janta em Canoas com as amigas Teka e Rosângela. Elas estavam mais do que empolgadas para conhecer o Chile. No princípio, apenas lhes disse que poderia ajudar com algumas dicas e tal... Que bobagem!!! Uma semana depois lá estava eu fazendo os planos para uma viagem a três. Na escalação saiu a Rô (por problemas pessoais, de data e tal) e (sem saber muito) entrou a Jubinha (Jussara Farina). Na verdade Jussara fez aquele "C" doce de sempre: "Ai, porque não sei, porque isto e porque aquilo...". Tá bom. No outro dia resolvi comprar as três passagens (financiadas em 6 vezes no cartão) e apenas mandar uma cópia para elas por email. Teka já havia dado o ok, mas para Ju foi uma surpresa, agora ela não poderia dar para trás. Só restava fazer as malas e decolar.

Na verdade foi que depois desta tal janta fiquei super afim de acompanhar as meninas e comecei a traçar todo um plano de viagem para a gente. Claro, teria de ser uma viagem muito barata, como sempre. A idéia era passar o final do ano no Chile e depois partir (mais uma vez) para Mendoza. Depois de todas as coisas bacanas que eu havia vivido por lá, eu estava louco para dividir tudo aquilo com alguém e ninguém melhor do que estas duas grandes amigas.

Rapidamente liguei para o Chile conversei com o Rodrigo. Liguei para Mendoza e falei com o Côco. Pronto em poucos minutos já tínhamos hospedagem em Santiago e em Mendoza. Bem, com uma passagem em 6 vezes e lugar para ficar com amigos locais, não é necessário muito mais. Daí vieram as sugestões. Côco deu a idéia de passarmos a virada do ano em Valparaíso, onde havia um festival de fogos com maior tempo de duração que Copacabana, no Rio, segundo ele, é claro. Também se prontificou para ir de carro até Santiago (novamente pois há três meses atrás havia feito o mesmo quando me buscou em Santiago e fomos para Mendoza) e levar-nos até Viña e Valparaíso e depois atravessar a Cordilheira rumo a Mendoza. Ficamos tão tristes com ele que respondemos:

- SIM, A GENTE ACEITA!!!

Embarcamos. Chegando no Chile e aquela visão aérea da cordilheira. Exuberante. Impressionante. Pisamos em solo Chileno, passamos pela a aduana e a primeira surpresa. Jubinha me abraça forte e agradece por ter entrado no Chile. Eu explico. Ela estava muito ansiosa com a sua documentação e tinha receio de não conseguir entrar naquele país. Jubinha me faz uma revelação:

- Amado amigo, te conto que fiz uma promessa que se eu conseguisse entrar no Chile, nós três (Eu, Teka e Ju) iríamos a pé de Porto Alegre até o Padre Réus em São Léo.

- O que? - Lhe respondi indignado. - Deixa eu entender, tu fizeste uma promessa onde quem teria de pagar, além de ti incluiste eu e a Teka?

- Sim, amadinho - me responde Jubinha com uma cara de tonta.

Ah hãa, deixa assim, me espera sentado que eu te acompanharei nesta tarefa. Pô! porque as pessoas não fazem promessas do tipo: "ah!, hoje vou sorrir para todas as pessoas", ou então, "ah!, se eu conseguir tal coisa vou passar um dia inteiro tomando sorvete de chocolate". Promessas deveriam ser assim. E o pagamento seria só com coisas prazerosas, tanto para nós como para os outros. Bem, mas cada um, cada um né...? Pô! mas tinha que me incluir no pacote?

Na verdade, o nosso passeio foi tão bacana que estou disposto a cumprir esta promessa com minhas amigas. Hello, Jubinha, é só marcar o dia que eu vou com vocês, ok? (Poderia ser até um dia que eu esteja na Argentina, jajaja, brincadeirinha... tô dentro).

Depois de três dias mostrando a capital do Chile para as meninas era o momento de partirmos até Viña para a virada do ano. Não sem antes levarmos aquele "sustinho básico". Estávamos visitando uma das três casas de Pablo Neruda. Era "La Chascona" no pé do Morro San Cristóban em Santiago. Contamos ao guia que no dia seguinte iríamos para Viña e Valparaíso. Ele perguntou onde iríamos ficar. Ainda não temos hotel, vamos ver isto na hora, lhe respondi. O cara começou a rir da nossa cara:

- Vocês estão loucos!!! Há meses que já não há mais lugares nos hotéis e tão pouco casas para alugar por lá. Será impossível vocês conseguirem alguma coisa em cima da hora ou se conseguirem vão pagar uma fortuna. Além do mais, se vocês saírem no dia 31 de tarde vão levar umas 6 horas até lá, congestiona tudo.

Pronto. Osama "guia" Bin Laden havia conseguido botar o terror em todo mundo.

Ah!, detalhe, Côco estava de camionete e não tinha cobertura na parte traseira. Isto é, no caso de termos de ficar na rua, nossas malas ficariam todas a vista... e o terror aumentava aos poucos...

Bem, ficamos de sobre aviso. Eu já havia conversado o assunto com o Côco antes de embarcarmos. Ele tinha ficado de fazer as reservas em um hotel que ele já conhecia. Mas para variar já estava lotado. Daí ele me falou com toda aquela calma característica:

- No te preocupes, vamos conseguir alguna cosa cuando llegarmos allá.

- Ok! - lhe respondi - estamos por ti.

Saímos de Santiago dia 31 pela tarde.

Em pouco mais de uma hora (o guia-terrrorista falou em 6h) estávamos chegando em Viña del Mar.

Bem, aqui cabe um outro a parte muito providencial. Côco recentemente havia feito transplante de córnea em um de seus olhos e, devido a problemas relativos a visão, não havia conseguido renovar a sua carteira de motorista. Entendam: Côco havia passado a fronteira da Argentina para o Chile com a carteira vencida. E ainda iríamos rodar muito por Santiago, Viña e Valparaíso desta maneira. Nestas condições não era necessário "guia-terrorista" nenhum para deixar a situação, diria "com um pouco mais de suspense".

Claro que antes de partimos rumo a Viña (e em todas as demais saídas diárias) nos fortalecíamos com poderosas orações ao nosso "Espírito Santo". A coisa era mais ou menos "Fé cega e pé atrás" e "vamô" que "vamô" que com Coquito todos nós temos o "corpo fechado".

Estávamos chegando na cidade quando de repente digo a Côco:

- Hey, hey olha ali tem um casal oferecendo uma casa para alugar.

Sutilmente Côco parou. E aqui descrevo onde ele parou. Parou em uma curva onde o acostamento era praticamente inexistente. Lembro-me dos carros passando por nós e dando aquela desviadinha básica para não chocar, já que estávamos parados bem no final de uma curva e o movimento era intenso. Não pensava só nisto. Pensava que – por estarmos mal estacionados – a polícia poderia nos abordar a qualquer instante e como Côco (além de ser argentino – sabem que os Chilenos odeiam argentinos e vice-versa) estava com a carteira vencida e nosso final de ano poderia ser em uma delegacia Chilena.

Mas realmente Coco tinha o corpo fechado e nenhum policial estava por perto. Côco desceu e foi negociar com o casal. Ficamos na camioneta com aquela expectativa. Côco volta e diz:

- Eles estão pedindo 120 mil pesos chilenos para a noite de reveillon.

Àquelas alturas, fazer conversão ali no meio da pista era quase impossível, mas era um pouco alto sim. Côco resolveu voltar e negociar com o casal. Não esqueçam, Côco é descendente de árabes e é comerciante, tudo era possível. Em poucos minutos Côco volta com um sorriso estampado na cara.

- E ai conseguiu baixar alguma coisa? - perguntamos ansiosos.

Não só consegui baixar de 120 mil para 100 mil pesos chilenos, como consegui para ficarmos 3 dias em vês de um.

Bem, caímos na gargalhada geral. Vamos ver o tal apartamento então. Caramba, vocês podem até não acreditar mas o apartamento era IMPECÁVEL. Era pequeno, apenas um quarto, porém tudo muito funcional e extremamente novo. Equipado com todos os eletrodomésticos necessários. A poucas quadras do mar e em pleno centro de Viña. O casal havia acabado de se casar e o apartamento era novinho em folha.

Daí pra frente foi só alegria... Fomos ao supermercado, estacionamos o carro em lugar proibido e não acontecia nada. A gente ria muito da situação e a verdade era que Côco nos passava esta tranqüilidade, apesar de todas as adversidades.

Pronto. Estávamos instalados em Viña, com algumas compras feitas, tudo isto muito rápido. Côco começava a brincar com a gente dizendo:

- O que foi mesmo que aquele guia disse para vocês?

Jajajaja, éramos só gargalhadas. O ano novo se apresentava com cara de euforia em um país diferente do nosso.

Antes de irmos para Valparaiso, fomos visitar uns amigos de Coco que também estavam passando o final do ano por lá. Contamos nossas histórias e eles não acreditavam. E nos contaram que um outro casal amigo deles que chegou no dia 31 também, não haviam conseguido alugar nada por Viña e estavam em uma cidade distante uns 70 km e pagando muito mais caro o aluguel do que nós. Novamente caímos em gargalhadas. Côco já estava se achando o máximo!

Convidamos o casal para irmos juntos para Valparaiso para ver os fogos e tudo mais. Nos disseram que não valeria a pena que estava tudo congestionado e que para chegar a meia-noite teríamos de sair umas 2 ou 3 horas antes. Eles nos convidaram para passarmos a virada ali mesmo em Viña com eles. Conversamos com Coco e resolvemos que iríamos tentar chegar até Valparaiso mesmo assim. Afinal já estávamos ali do lado, mais uma vez "Vamô" que "Vamô" que o show não pode parar.

Foi ai então que começamos a quebrar todos os nossos tabus referentes as superstições para a entrada do ano. Tínhamos comprado apenas galinha naquele dia. Alguém disse:

- Gente, galinha na ceia de final do ano?

Côco pergunta:

- Porque não galinha?

- Porque a galinha cisca para trás - alguém responde.

Pronto, pronto, pronto, comer ou não comer, eis a questão... Nos olhamos e creio que pensamos todos juntos... "Olha só, estamos longe do nosso país, vamos esquecer estas coisas de superstições e vamos comer logo este bicho". Em pouco minutos armamos uma "simples", mas inesquecível ceia de final do ano. Alguém ainda dizia:

- Ah!, mas eu tenho que pular as sete ondas no mar depois da meia-noite.

Outro salientava:

- Eu não abro mão de dar as setes voltas na mesa com a minha mala para seguir viajando em 2008...".

- E eu não vou deixar de botar uns grãos de lentilha na minha carteira para ter muita grana em 2008...

Estávamos assim, querendo manter as nossas tradições até o final, mesmo depois de termos comido a tão comentada galinha.

Nos vestimos rapidamente. Eu particularmente, havia comprado uma camisa branca linda, para estréia justamente nesta data; afinal, não gostaria de destoar dos demais.

Como nos disseram que estaria tudo trancado e não haveria onde estacionar resolvermos ir de ônibus. Passavam vários, todos cheios. Resolvemos apelar e começamos a oração para o Espírito Santo. Mal terminamos a oração e estávamos embarcando no próximo ônibus. Dizíamos para Côco:

- Tudo bem que tu tens o corpo fechado, mas nós também temos superpoderes!!!

Ônibus lotado, mas não importava nada, tudo era só alegria.

Mais uma vez, contrariando a todos, em menos de meia hora estávamos em pleno centro de Valparaíso, em posição privilegiada para ver os fogos. E eu que pensei que ia arrasar com minha camisa branca nova me decepcionei. Ninguém tava nem ai pra a cor da camisa. Na verdade a cor que se via mais era o preto. Novamente aquela gargalhada geral.

Ainda faltavam 15 minutos para a meia noite quando Teka dá um toque para Côco:

- Vai abrindo a champanhe para quando chegar a hora.

Muito educado Côco começou a abrir. De repente, Côco me olha com uma cara vermelha e me diz:

- André, eu não agüento mais segurar isto, acho que vou soltar!!

- Solta - lhe disse.

Foi então que as 15 para meia-noite nosso champanhe estourou no meio da multidão. As pessoas constrangidas olhavam os seus relógios e nos perguntavam porque já havíamos estourado o nosso champanhe. Foi então que me veio uma brilhante idéia e lhes disse em tom de euforia:

- É que no Brasil já é meia-noite!! Feliz Ano Novo!!

Daí começamos a nos abraçar e rir sem parar... até que chegasse realmente a meia-noite em Valparaiso. A meia-noite em ponto o povo se vingou da gente e nos deram um banho de champanhe. Tudo era motivo de festa. Ainda mais ali, longe de tudo e todos, as margens do Oceano Pacífico. Numa das cidades onde viveu Neruda tudo nos remetia a poesia. Junto a um povo simples, que qualquer bombinha com papel era um motivo para vibrar. Estávamos definitivamente emocionados. Aqueles semblantes de alegria não cabiam em si. Confraternizamos com o povo local. Agradecemos aquele momento único de estarmos ali. Pedimos por todos. Lembramos de nossa gente no Brasil. Oramos. Gritamos. Choramos de alegria.

... Mas e as lentilhas? Que lentilhas que nada... quando voltar para o Brasil eu como feijão.

... E os sete pulinhos sobre as ondas? Ah deixa pra lá, a água do Pacífico é muito gelada.

Depois de curtirmos quase 40 minutos de fogos de artifícios – realmente Côco tinha razão o tempo de duração é maior que em Copacabana, agora se é mais bonito não sei, pois nunca passei um reveillon no Rio – saímos a caminhar pelas ruas de Valparaiso.

De repente avistamos muitos policiais juntos e também uma aglomeração de pessoas perto deles, pensamos: - Xiiiiiii, deu confusão ai, vamos sair daqui. Foi então que percebemos que não eram socos nem pontapés que o povo trocava com os policiais, tão pouco estes lhes repreendiam com cacetetes ou bombas de gás. Na verdade, o povo fazia fila, para poder abraçar os policiais um a um e lhes agradecer e desejar um feliz ano novo. Nos olhamos espantados e realmente não acreditávamos no que víamos. Agora, definitivamente, tínhamos certeza de que não estávamos no Brasil. A quela cena era inconcebível para uma de nossas grandes cidades, como Porto Alegre, por exemplo. Aquilo ali era "Humano Demais" para quem vive num país tão violento como o nosso. Ah!, não resisti. Queria provar um pouco daquilo que era novo e surpreendente para mim. Convidei as meninas e Côco e lá fomos nós abraçar policias em uma noite de reveillon. Pode até parecer surreal, mas foi exatamente isto que aconteceu. Uma fila aqui, outra ali e as quadras iam se passando e a cena se repetia. Claro que as meninas escolhiam um policial bonitinho para ficar lá agarrando o cara durante longos segundos. Daí outra surpresa. Um dos policias põe a mão no bolso, tira a sua câmara digital e pede para tirar uma foto com a gente. Pronto. Definitivamente estávamos seguros que estávamos fazendo parte de um filme surrealista, de ficção científica, onde a "Paz não era inútil para nós!". Novamente nos afastamos da cena e ficamos olhando de longe por minutos. Nossos olhos vermelhos e úmidos não escondiam a emoção de estarmos presenciando um momento único que certamente jamais esqueceremos em toda nossa vida. Em poucos minutos o ano de 2008 já nos ensinava muitas coisas. Seu legado de solidariedade seria nosso combustível para os demais 364 dias 23h e demais minutos restantes.

Porém, calma!! A noite ainda não havia acabado e nem tudo seriam flores neste dia.

Seguíamos andando por Valparaiso. Paramos em uma praça onde havia música ao vivo. Dançamos um pouco pra nos descontrair. Bem, depois foi aquela correria clássica até encontrar um banheiro em algum daqueles barzinhos da cidade. A festa realmente foi uma festa simples, com pessoas simples que se divertiam com muito pouco e creio que é ai que esta toda a magia que tomou conta da gente. Será que precisamos de uma festa em um cruzeiro para nos sentirmos felizes? Sempre ouvi dizer que a paz esta dentro de cada um de nós e cada vez mais me convenço disto.

Claro que também vimos muita gente bêbada pelas ruas, mas confesso que não vimos nem um incidente mais grave, com intervenção policial. Ponto para o Chile. Talvez isto seja uma das poucas coisas boas deixadas de herança pelo governo de Pinochet: A educação do povo, que só se livrou das garras da ditadura lá no ano de 1990 (?).

Bem, mas estava dizendo que nem tudo foram flores...

Estávamos muito cansados e decidirmos voltar para Viña e descansar. Perguntamos a um cidadão:

- Onde é que a gente pega o ônibus para Viña del Mar?

- Ah, daqui são quatro quadras reto.

- Ok, Gracias.

Andamos as quatro quadras e novamente perguntamos:

- Por favor onde é a parada de ônibus para Viña?

- O senhor tem que andar quatro quadras naquela direção.

- Gracias.

E lá íamos nós, andando em círculos. Mais uma vez:

- Por favor para ir para Viña?

- Vocês devem voltar 4 quadras e vão encontrar a parada.

Para resumir, andamos durante umas duas horas, sempre quatro quadras para o norte, depois mais quatro para o leste, mais quatro para o sul... Não agüentávamos mais. CHEGA!!! Basta de quatro quadras!!! Resolvemos andar a pé em direção a Viña del Mar. Chegando na divisa das cidades é que fomos saber que até aquele momento ainda não haviam ônibus para voltar para Viña. O negócio era esperar. Sentamos no canteiro central da rua. A temperatura havia caído e começávamos a sentir frio. Todos se perguntavam: "Porque não viemos de camioneta"? E claro, todos culparam a mim por esta decisão...(o que foi que eu disse mesmo?). Creio que conseguimos tomar um ônibus de volta para Viña lá por umas 5 da manhã, se não me equivoco. Viajamos em pé. Incrívelmente Côco conseguia dormir ali - em pé mesmo - no meio do ônibus lotado... bem, pelo menos voltamos a rir um pouco.

Creio que poderia ficar aqui, contando mais histórias desta viagem, por horas e horas, porém vou me limitar a esta noite do reveillon.

Ah!, querem saber se entramos na Argentina com a carteira vencida do Côco? Será que ele enxergava bem naquelas curvas da Cordilheira dos Andes?

Bem, mas isto é assunto para os próximos capítulos, mas lembrem-se que, em se tratando de "Coquito", tudo pode acontecer...

Abraços e espero que gostem das fotos...

Com carinho Dedé.

P.S.: Tekinha, Jubinha e Côco: amo vocês e tenho certeza que esta foi a primeira de muitas indiadas que ainda faremos juntos!!!


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Crônica 1   Crônica 2
Valparaiso - baía   Valparaiso - vista da casa de Neruda
Crônica 3   Crônica 4
Valparaiso - passeio pelo Pacífico   Valparaiso - passeio pelo Pacífico
Crônica 5   Crônica 6
Valparaiso   Valparaiso
Crônica 7   Crônica 8
Valparaiso   Valparaiso à meia noite
Crônica 9   Crônica 10
Valparaiso com os policiais   Valparaiso - fila do povo para abraçar policiais
Crônica 11   Crônica 12
Valparaiso festa nas ruas com os chilenos   Valparaiso - fogos de artifício
Crônica 13   Crônica 14
Valparaiso - povo nas ruas   Viña del Mar
Crônica 15   Crônica 16
Viña - batismo nas águas gélidas do Pacífico   Viña - Dedé com Teka e Jubinha
Crônica 17   Crônica 18
Viña del Mar em direção a Mendoza   Viña
Crônica 19   Crônica 20
Viña - janta com os amigos argentinos   Viña - por do sol no Pacífico


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