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Crônicas de viagens

Dedé en el "Valle de la Luna"


Sempre fui fascinado pela lua cheia e sinto que as coisas mudam quando ela está presente.

Quando colocamos o “Valle de la Luna” (Vale da Lua), no nosso roteiro de viagem já previa de que seria um lugar especial.

Localizado na província (estado) de San Juan, na Argentina, esta foi a nossa primeira parada de uma longa viagem pelos estados do norte argentino e parte da Bolívia. A idéia era ir pela ruta (estrada) 40, costeando a Cordilheira dos Andes até entrar no desconhecido território boliviano.

Saímos (eu, Coco e Hansi) de Mendoza depois do meio dia de uma quarta-feira a fim de chegar ao Vale a tempo de fazer a visita noturna.

Nossa viagem começou com muita sorte. As visitas noturnas são feitas somente 5 vezes ao mes, nas noites de lua cheia. Sem nenhuma programação prévia íamos chegar justamente em noite de lua cheia, Bingo!! Era um ótimo começo.

"Um pequeño passo do Dedé... um grande passo para a humanidade"... Confesso que nunca sonhei em ser astronauta, mas foi assim que me senti neste lugar. E a falta da gravidade? Ah, isto não tem problema, a gente inventa!!!

Dois anos depois de Neil Amstrong colocar seus pés no até então desconhecido território lunar, foi criado o "Parque provincial Ischigualasto" (1971), na cidade de Valle Fertil. Ischigualasto em língua indígena quer dizer "lugar onde pousa a lua" e o nome não poderia ser mais apropriado.

Com uma extensão de 40 km o "Valle de la luna" nos trás de volta o lúdico, o imaginário que tanto nos fez brincar quando eramos criança. Não só pelo chão do vale que nos dá a sensação de estar pisando nas crateras da lua. Nossa imaginação nos leva além, muito além. Suas geoformas nos remetem a nada mais, nada menos que 250 milhões de anos atrás, na chamada "Era Triássica". É, lá mesmo onde reinavam nossos acentrais Dinossauros. Quer melhor coisa para brincar? Daí é só começar a "viajar" pelas tantas esculturas criadas pela erosão provocada pelos ventos e pela agua através dos tempos. E algumas das esculturas já estão batizadas: "O Submarino", "Cancha de bochas", "O fungo", "A esfinge", são apenas algumas das tantas esculturas naturais que se pode apreciar ao longo da visita pelo Vale.

O lugar de clima desértico também é conhecido como "Parque dos Dinossauros", por reunir em um só lugar todos os indícios necessários para documentar a origen deste nosso querido antepassado. Por estas e outras características únicas deste lugar é que no ano de 2000, foi considerado "Patrimônio Natural da Humanidade" pela UNESCO.

O passeio noturno durou aproximadamente duas horas e meia e foi feito na companhia de um guia local. O cansaço da viagem e o frio abaixo de zero não foram suficientes para nos intimidar frente a esta aventura.

Chegando ao parque coloquei uma calça de abrigo por baixo do jeans, uma toca de lã na cabeça, uma manta no pescoço e vamos lá.

Já passavam das 22h quando entramos no parque. Durante o trajeto feito de auto o guia foi no carro conosco; assim, que tivemos informações privilegiadas do lugar.

Dai foi fácil. Cada vez de descer do carro e começar uma caminhada era só deixar levar-se de corpo e alma por aquele lugar. Tudo era novo e nos impactava. Não havia se quer um vestígio de luz artificial. "Sob a luz da própria lua, passeávamos sobre a sua superfície". Aquele lugar inóspito despertava a curiosidade e agussava os nossos sentidos. Tudo se misturava. Medo, coragem e mistério. Era preciso provar de tudo e descobrir o que se escondia no misterioso "lado escuro da lua". Agora sim, tinha a certeza de que para viajar na lua não precisa gasolina nem qualquer tipo de substâncias alucinógenas.

Aquelas duas horas e meia do passeio parece que passou em apenas cinco minutos. Claro que fiquei para trás do grupo algumas vezes, buscando a foto perfeita e aquela meditação soiltária.

Imaginem a cena, no horizonte apenas raras formações geológicas iluminadas pela lua cheia e o brilho das estrelas e eu ali, pisando em um solo de crateras lunares em plena meia-noite com um frio de rachar. Único, "inolvidable!"

Já era madrugada quando deixamos o parque. Era hora de procurar um local para dormir. A cidade mais perto era Valle Fertil, a uns 70 km. No outro dia pela manhã teríamos de voltar para fazer o passeio diurno, então não era conveniente fazer 70 km para ir e 70 km para voltar. Queríamos encontrar algo mais perto. Começamos a percorrer os povos do lugar. Tínhamos a indicação de alguns lugares de hospedagem; porém, a esta altura já estavam cheios ou estavam todos dormindo. Na verdade nem eram hotéis nem pousadas, eram casas de familias que abrigavam viajantes.

TODOS LOTADOS! Já estávamos quase desistindo e pensando em fazer os 70km até Valle Fertil. No caminho uma última indicação de hospedagem, pensamos:

- Vai ter que ter lugar!!!

Botamos fé e entramos. Não havia cerca dividindo as propriedades e tão pouco se via uma luz acessa. Começamos a bater palmas e nada. Havia dois carros estacionados em frente e pensávamos que estes já haviam ocupado os únicos lugares que restavam.

Estávamos entrando no carro para ir até a cidade quando, de repente, se acende uma luz. Uma simpática senhora veio ao nosso encontro e perguntou o que queríamos. Dissemos que estávamos buscando alojamento só para aquela noite. Foi então que a senhora nos levou a um pequeno "ranchinho" e apresentou-nos os aposentos. Não pensamos duas vezes, perguntamos o preço (25 pesos por pessoas, algo em torno de 12 reais) e pensamos: - É aquí mesmo.

O lugar era meio assustador, mas não tinhamos outra alternativa. Também ia ser só por uma noite e já era passado da 1h da madrugada. Além do mais, parecia tudo muito limpo, apesar do clima de terror. RESOLVEMOS ENCARAR!!

Esta foi a nossa primeira noite da viagem. Já estávamos batizados, tudo que viesse depois dali seria um hotel 5 estrelas.

No outro dia levantamos cedinho e ainda vimos o sol nascer, um presente.

Voltamos ao parque e fizemos a visita durante o dia. Confesso que perdeu um pouco o encanto. Depois te ter feito o passeio na noite de lua cheia nada mais poderia superar aquela experiência. Porém, foi bacana porque podemos ter uma idéia de como era o parque em toda a sua imponência e também visitamos vários lugares que não estavam incluídos no passeio noturno. Desta vez foi bem mais tranquilo. Foram três horas percorrendo os 40km do parque.

Agora era só relaxar e mais uma vez aproveitar a oportunidade de estar em um lugar mágico. Já não fazia tanto frio como à noite. Minha máquina não travou (na noite passada, de tanto frio que fazia, minha máquina travava) e o dia estava perfeito, foi só escolher a melhor composição e sair clicando.

Passamos aquela manhã toda no parque. Ao meio dia almoçamos no restaurante dali mesmo. Comida caseira e muito bate papo com os guarda-parques do lugar e um detalhe que chamou minha atenção: Junto ao cardápio, colado na porta do restaurante, um aviso: "Manitos sucias, no chuparse los deditos"! Jajaja, achei fantástico.

De barriga cheia e com cafeína na veia, seguimos nossa viagem pela "ruta 40".

Era o segundo dia e nosssa viagem estava apenas começando.




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